Transtornos ou dificuldade de aprendizagem? Qual a diferença?


   Na clínica e no ambiente escolar, existem muitas dúvidas com relação aos termos transtorno e dificuldade de aprendizagem.

Normalmente existe uma falsa crença de que é tudo a mesma coisa, o que não é verdade.

    O ponto em comum é que ambos, atingem a aprendizagem da criança, porém, de maneiras diferentes.

    As abordagens interventivas em sessões  psicopedagógicas por exemplo, precisam  seguir caminhos diferentes.

     Quando estamos falando de dificuldade  de aprendizagem, precisamos  lembrar de que existem pessoas diferentes e com  formas distintas de aprender. As crianças com apenas uma dificuldade,  elas apresentam um sintoma, uma  barreira, que pode aparecer em consequência  de várias questões:

    1- Problemas  relacionados à metodologia da escola ou mudanças recorrentes.

   2- Problemas peculiares do próprio aluno ou família.( separação dos pais, morte de alguém próximo, falta de limites e acompanhamento escolar ou perda do padrão financeiro, dentre outros).

   3-  Meio desfavorável (problemas como falta de nutrição, falta de um ambiente de estudo favorável. Falta de recursos didáticos adequados).


   Todas essas situações são bem pontuais e de fato interferem na aprendizagem. Muitas vezes em decorrência desses fatores, a criança desiste de se aproximar da aprendizagem e cria um bloqueio.

    Quando na escola, as questões se estendem e são  levadas de um ano para o outro, se instalam as lacunas pedagógicas, provocando  prejuízos voltados para aquisição de novos conteúdos. Nestes casos, há um sofrimento maior e uma cobrança  da família em relação  a criança. Geralmente  nestas situações, esses alunos   precisam ser encaminhados à clínica, para que possamos  voltar e rever questões anteriores que ficaram sem a devida atenção ou e estimulação. Até mesmo para que possamos descobrir onde ocorreu o  bloqueio na aprendizagem e quais intervenções serão necessárias para a superação do mesmo.

Geralmente questões simples de dificuldades de aprendizagens podem ser solucionadas dentro do próprio  ambiente escolar com mudança de rotina nos estudos, parceria com a família e estratégias diferenciadas de ensino.

   Já os casos de transtornos  de aprendizagem são de ordem neurobiológica  e envolvem a incapacidade de adquirir conhecimento, reter ou usar habilidades e informações  gerais.  O que resulta  nas dificuldades  com a memória, a atenção, ou com o raciocínio.

      Alguns transtornos  podem atingir a área da linguagem como dislexia, disgrafia, disortografia ou as competências aritméticas como a discalculia por exemplo.

Para acompanhamento desses casos se  faz necessário a avaliação psicopedagógica e uma intervenção eficiente  com ou sem a  integração de uma equipe multidisciplinar. O objetivo é que a  criança consiga desenvolver dentro das suas condições e até mesmo do seu ritmo, a sua  aprendizagem.

     Uma criança com uma dificuldade de aprendizagem  ou mesmo um transtorno, tem condições de aprender. Achar o caminho da aprendizagem é o segredo de um acompanhamento psicopedagógico de qualidade.


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